— Larga, velho.
— Que é, paixão? —
sussurrei, mordendo a orelha dela.
— Eu tô de TPM. E você
tá todo grudento. Pra piorar, só falta começar a me chamar de “mô”, “princesa”,
“pequena”…
— Você que teve a
ideia de “ficar no sofá agarradinho e ver filme de romance que dá vontade de
vomitar”… Ok que você botou Fight Club pra gente ver, mas tá.
— Viu? Mudo de ideia
rápido. Não quero mais ficar agarradinha contigo.
Empurrei o corpo dela
com a cintura e ela praticamente caiu pra fora do sofá.
— Pietro!
Fiz cara de inocente.
— Que é?
— Como você é
irritante, meu senhor. Por que tô contigo?
— Você tá comigo?
Uma das raras ocasiões
em que você vê a Alice ficando vermelha de vergonha. Ela se jogou no outro sofá
e fez uma careta.
— E sua TPM é tão
fofinha.
A resposta foi uma
almofadada na cara. Abracei a almofada e fiz biquinho. Ela ficou me encarando
por uns dois minutos. Joguei a almofada pro lado e dei dois tapinhas no meu
colo.
— Vem cá.
Ela resmungou de novo
e se arrastou até o meu colo, sentando nele de pernas abertas e de frente pra mim.
— Vai, admita que esse
lance de estar de TPM não existe, é só uma desculpazinha pra vocês mulheres
surtarem, agirem que nem loucas, odiarem os homens de graça, comerem chocolate
até se acabarem, chorarem até desidratar, tudo isso sem sentir culpa.
— Olha, se você
sangrasse uma semana pelo seu pinto você ia, com toda a certeza, surtar e fazer
tudo isso também… Ainda mais do jeito que você é dramático.
— É por isso que eu
gosto de ti, sabia? Sempre colocando imagens tão belas na minha mente.
Obrigado, Alicinha.
— Odeio quando tu me
chama assim… Mas então quer dizer que tu gosta de mim? — sorrisinho malicioso.
Meu e dela.
— Pra estar com alguém
tu tem que gostar da pessoa, não tem, pirralha? — sorriso se alargando um
pouquinho mais.
— Não, a gente tem TPM
mesmo, ok? Talvez um pouco exagerada, mas tem.
— Adoro como você usa
toda a sutileza do mundo pra mudar de assunto. Ahn… Pelo menos você não fica de
pau duro por qualquer coisa.
Ela se acomodou em
cima de mim e mexeu um pouco o quadril, rebolando um pouco no meu colo.
— Tipo agora?
— Alice.
— Alice.
— Pietro — com a voz
um pouco gemida.
— Bom, você não fica
de pau duro, mas fica molhada. É. Pior, na minha opinião. Você, tipo,
simplesmente vaza. Vocês vazam prazer quando ficam excitadas. “Vazam prazer”.
Haha. Por que isso soa tão engraçado?
Ela revirou os olhos
como se tivesse falando com uma criança. Passei as mãos pelas coxas dela e
depois pela parte da frente do short.
Ela parou de mexer o
quadril instantaneamente e eu dei um sorrisinho diabólico.
— Bom, vocês não
engravidam.
— Não tem erro, o
filho é sempre de vocês.
— Vocês podem andar
sem camisa e mijar em qualquer lugar.
— Vocês têm peitos.
Quer coisa melhor do que peitos? Uh, eu amo peitos. Os seus principalmente.
— Vocês não têm
período fértil. Não tem que tomar anticoncepcional ou ir no ginecologista.
— Vocês não broxam. Ou
melhor, podem disfarçar. E outra, vocês não tem que fazer exame de próstata.
— Vocês não precisam
fingir orgasmos pra amaciar o ego de um imbecil.
— Ui. Vocês conseguem
sexo a qualquer hora. Pode ser a mina mais feia do universo, mas se ela quiser
um cara bonito pra transar, ela consegue.
— Claro, porque homem
só pensa com a cabeça do pau, e só pensa em buceta.
— Não fala buceta, ow,
é feio. Pau também é.
— Viado. Vira homem.
Bicha.
— Achei que tu não
falasse palavrão.
— Vai te foder. Eu ri.
— E outra coisa,
viado? Se eu fosse viado não teria uma garota gostosa sentada no meu colo nesse
momento.
— Viado de atitude,
não de orientação sexual
— “Viado de atitude”?
— É. Quando o guri é
um viadinho, mas não gosta de pegar homens. Dei uma risada alta.
— Ur so gay and you don’t even like boys, Pietro.
— Ok… Continuando…
Guria sempre sai de vítima em todas as situações.
— Homem pode comer
meio mundo e ainda paga de fodão e se mulher faz metade isso, sai como puta e
nunca consegue ninguém sério.
Ela desarrumou meu
cabelo e eu a enchi de selinhos enquanto parei pra pensar.
— Se mulher quer
esperar pra perder a virgindade, isso é meio que respeitado, se homem demora
demais, é viadagem.
A deitei no sofá e
deitei por cima, colocando minha perna entre as dela e cuidando pra não soltar
meu peso todo sobre ela.
— Vocês não têm que se
preocupar em repetir de roupa, arrumar o cabelo, pintar as unhas, se depilar…
Passei a mão pela coxa
direita dela e puxei-a pra minha cintura.
— Vocês podem falar de
sentimentos sem terem que ouvir que são gays, viados, bichas, boiolas e etc.
Ela franziu a testa.
— Essa discussão toda
tá me dando sono… Ou você tá me dando sono, não sei.
— Quer dormir?
Ela virou pro outro
lado.
— Quero. Mas sem ser
agarradinho.”
— Pietro da Alice, Vinícius Kretek
Hi people, okay? how's life? accepts a coffee, a tea, a water, beer? : D some advice? a good listener? a good chat? Anything screaming in the comments, feel free, the house is yours, my name is Myllena Maryna {

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