— Tá irritada Mylle? 
— Demais, Luc.
— Novidade. — Ele ri. 
— Idiota. É sério amor, as pessoas me irritam. 
— Tudo te irrita, até o vento. 
— Claro, bagunça meu cabelo. 
Ele ri. — Que fresca. 
— Luc, tô irritada, não vem me provocar. 
— Tá irritada porque? 
— As pessoas me irritam, odeio pessoas, é isso. 
— Que fofura. 
— O quê?
— Nada. 
Eles ficam em silêncio. 
— Luc. 
— Diz.
— Que foi?
— Nada.
— Do nada você ficou frio comigo. 
— Fazer o que né, você odeia pessoas.
Ela começa a rir. — Mas eu te amo, idiota. 
— Você disse que odiava pessoas.
— Por isso te amo. 
— Tá dizendo que eu não sou uma pessoa? 
— Tô. — Ela ri. 
— Ah, então eu sou o que Mylle?
— Meu panda. 
— Panda?
— Quer que eu te chame de elefante?
Ele ri. — Não, panda tá bom. 
— Meu panda chato. 
— Pra sempre?
— Não. 
— Não? 
— Claro, quando a gente for casar, você vai ser o meu pinguim. 
— Pinguim?
— Claro, você de terno é igualzinho a um. — Ela ri. 
— Idiota. — Ele bagunça seu cabelo.

Um comentário:

  1. Eu amo essas nossas conversas agente bem que podia ser mais que amigo né Mylle kkkk

    ResponderExcluir

Pode falar amor